CRIME CONTRA ESTANCIANO Acusado pode ir a julgamento em breve
Após
quase 17 anos, familiares, amigos e quase todo o município de Estância,
ainda comovidos com o crime bárbaro que vitimou o estanciano José de
Oliveira Soares, pecuarista de 48 anos, assassinado na
Praia da Caueira, em Itaporanga D’Ajuda/SE, no dia 21 de outubro de
1995, aguardam ansiosamente o julgamento do acusado pelo fato.
Zé
Soares, a vítima, sempre foi bastante conhecido em toda a região
centro-sul de Sergipe e seu brutal assassinato, além de deixar
desprotegida sua família, com filhos menores, comoveu toda a população.
Até hoje, diversas pessoas manifestam sua apreensão sobre o desfecho
desse crime monstruoso, por motivo desprezível, pois, ainda que não lhe
devolva a vida, manifesta credibilidade da justiça e sentimento de
consolo para aqueles que buscam respostas para tanta impunidade no País.
O
Inquérito Policial foi concluído e no ano de 2004, o Ministério Público
denunciou Agnaldo Cardoso, ex-gerente do Banco do Brasil e cunhado da
vítima, como mandante do crime.
No
dia 18/05/2010, o Juiz da Comarca de Itaporanga julgou Procedente a
Denúncia e proferiu Sentença de Pronúncia em face do réu Agnaldo Cardoso
como incurso nas penas do art. 121, §2°., inciso I, do Código Penal
(homicídio praticado por motivo torpe), a fim de ser o mesmo submetido a
julgamento pelo Tribunal de Júri.O Réu impetrou Recurso em Sentido
Estrito, no Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, o qual será
julgado no dia 26/03/12, mas toda a Estância e região acreditam e
aguardam ansiosamente pelo julgamento.
Segundo
consta dos Autos, no momento do crime, a testemunha Antônia de Cássia,
que estava no local e presenciou tudo, afirma que os 03 (três)
pistoleiros, oriundos do Estado de Alagoas, antes de efetuarem os 48
(quarenta e oito) disparos contra a vítima, fizeram a seguinte pergunta:
“Você está lembrado de Agnaldo?”Segundo as investigações, o crime foi
encomendado por Agnaldo Cardoso, que era inimigo do fazendeiro, ora
vítima, em consequência de disputa de terras, oriundas de herança.
Agnaldo
Cardoso, por diversas vezes, segundo declarações de testemunhas, teria
ameaçado a vítima de morte e chegaram até a ir a Delegacia em razão das
agressões.A esposa do acusado, Alinete Soares, conhecida por “Netinha”,
irmã da vítima, junto com o seu marido, também brigava na Justiça pela
herança.Os insultos proferidos por Agnaldo contra a vítima eram
constantes, tendo inclusive, surgido comentários de que os pistoleiros
já estavam na região em uma festa de batizado na praia do Abaís, 08
(oito) dias antes do crime. A revelação, na época, foi feita pela
ex-sogra do irmão de Agnaldo, a Sra. Cleófas, deixando toda a família
apreensiva.
No dia do assassinato do fazendeiro, narra uma testemunha, que Agnaldo se encontrou com os pistoleiros em um bar na Caueira, o “Bar do Careca”.O
acusado ainda foi visto, no dia do crime, passando pelo sítio de José
Soares.À tarde, por volta das 14h, os 03 homens chegaram ao sítio da
vítima, na Caueira, procurando saber se tinha lotes de terra para
vender, alegando que queriam abrir um posto de gasolina.Ao chegarem aos
lotes, os 03 pistoleiros, os quais estavam em um Fiat Uno azul, após
perguntarem se José “lembrava de Agnaldo”, efetuaram os 48 (quarenta e
oito) disparos.A Sra. Antônia, em seu depoimento, narra tudo com riqueza
de detalhes.
Desde
aquele dia, abalada pela dor irreparável, superando perseguições,
desdém e medo da impunidade,e mesmo após quase dezessete anos, cada
vezmais esperançosa após a Sentença de Pronúncia, a família aguarda
Justiça.“Confiamos na Justiça
de Deus e também na Justiça dos homens. Tamanha crueldade não pode ficar
impune”, afirmam familiares e amigos.
O caso é acompanhado pelo Dr. Saulo Eloy, Advogado da família da vítima e habilitado como Assistente de Acusação.
O réu Agnaldo Cardozo.